Resoluções de ano novo

​Não há como negar que foi um ano difícil.  Difícil para a economia, para a política e para quem acorda cedo todos os dias. Afinal, qual ano não é?  Enfrentamos desafios diários. 

Ao fazer um balanço, vejo o quanto cresci e ao mesmo tempo me frustro por não ter cumprido todas as expectativas. Desta vez vou evitar fazer listas, pular ondas ou me preocupar com a cor da roupa. Antes de tudo, a meta será compreender minha confusão interior. Reavaliar meus reais objetivos. Quais são minhas paixões?  O que me motiva? O que espero do futuro?

Não sei muito bem. Carrego várias incertezas. Mas quem não anda meio perdido? Na dúvida tenho seguido pelo caminho do meio. Ainda preciso aprender que sou livre e que posso escolher qualquer caminho. Aceitar que nessa jornada eu posso arriscar e fracassar. Só  assim tentarei acertar e que o acertar pode ser relativo.

Sinto fome de muita coisa. Porém,  sem me suprir de boas energias não será possível chegar a lugar algum. Primeiro, preciso me alimentar de amor, liberdade, autoconfiança, aprendizado. Até deixar transbordar. Preciso me cercar de pessoas que queiram se deixar transbordar. 

Sei que só assim, quando eu me renovar aqui dentro, o mundo passará a fazer mais sentido aí fora. Afinal, independentemente das resoluções para o ano novo, as principais mudanças que desejamos acontecem quando a gente mesmo muda.

Por Juliana Helpe

Promessas em vão

Não faça promessas que não vai cumprir. Não confirme presença quando não há espaço na agenda. Não fique de ligar quando já apagou o número de telefone. Não prometa companhia quando não é mente presente. Não diga se importar quando nem escuta. Não jure mudar quando não existe vontade. Não diga que vai ficar quando já decidiu partir. Não dê esperança quando não há amor.

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Foto: Juliana Helpe

 Por Gabriela Leocádio