Ela merece saber

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Foto: Pixabay

 

Ele tá com ela, mas não completamente presente. Ainda troca mensagens no meio da noite com outra. Diz sentir falta do que viveram antes.

Ele tá com ela e decide ir ficando, como uma obrigação a cumprir. Ilude os corações e finge ser quem não é. Ir embora exige coragem.

Ele tá com ela e carrega tanta culpa nos ombros. Insiste na razão, omite os sentimentos, reprime os desejos.

Mesmo assim, ele vai viver com ela. Talvez, ela apenas prefira fechar os olhos para senti-lo por perto. Ela deveria saber… Merecia saber que, no fundo, ele não tá com ela.

 

Por Juliana Helpe

A poesia de A.

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Foto: Juliana Helpe

Nunca gostei de poesia. Um monte de palavras soltas, desconexas, desligadas. Tentei ler as bonitas e as grosseiras. Fiz um esforço para amar o conjunto, para entender as estrofes, para sentir os versos. Pessoa, Lispector, Path. Tudo em vão. Até conhecer você.

É tão simples quando a escrita é sua. As palavras saltam direto para os meus pensamentos. Dançam como nuvens no céu azul. Brilham como estrelas acima de mim.

E quando você lê em voz alta? Ah, quando você lê… Eu gosto do jeito como você fala. Das palavras usadas, do som da sua voz, das ideias repentinas, das expressões contidas na entonação. É um jeito diferente. Me transporto para um mundo em que o vento vem da tua boca, me guiando como uma bússola pelo caminho dos significados ocultos.

Mas não sei bem se são os versos que me encantam. Tudo soa incrível vindo de você. Quem sabe tua pessoa seja a própria poesia.

Talvez eu ame poesia agora.
Talvez…

 

Por Gabriela Leocádio

Promessas em vão

Não faça promessas que não vai cumprir. Não confirme presença quando não há espaço na agenda. Não fique de ligar quando já apagou o número de telefone. Não prometa companhia quando não é mente presente. Não diga se importar quando nem escuta. Não jure mudar quando não existe vontade. Não diga que vai ficar quando já decidiu partir. Não dê esperança quando não há amor.

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Foto: Juliana Helpe

 Por Gabriela Leocádio

Análise de um amor

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Foto: Juliana Helpe

 

Ontem eu vi o amor.

No jeito em que ele se direciona pra ela. A forma como o brilho do olhar acompanha as covinhas do sorriso. Como ele gira o corpo, levando junto a cadeira, para dar total atenção ao que ela diz. Vi na felicidade estampada no rosto. Na expressão que dizia “que palavras lindas, tudo é tão incrível vindo de você”. Que orgulho ele tinha de tá acompanhado dela. Dava para ver. Eu vi.

Ontem eu vi o amor.

No sorriso encabulado dela. No carinho feito sem pensar. Quando ela disse “conta aquela história…” e era como se o conto estivesse acontecendo ali e agora. Na expressão de felicidade. Na linha de raciocínio que ela levanta e ele escuta, ouve e compreende. Que prazer ela tinha de tá na companhia dele. Dava para ver. Eu vi.

 

Por Gabriela Leocádio