A opção de estar presente

amigas_amizade

Foto: Pixabay

É estranho pensar que já convivemos com pessoas com as quais tivemos intimidade, compartilhamos momentos, confidenciamos segredos e, por caminhos do destino, nos distanciamos. Vivi tantas histórias boas com grandes amigos e hoje eles são só contatos no Facebook.

Não me eximo da culpa do afastamento: tenho a minha parcela de responsabilidade. Os laços se afrouxam, a correria do dia a dia atrapalha e, quando nos damos conta, não estamos mais presentes na vida um do outro. Só o que fica são as memórias…

Às vezes, me parece uma tarefa tão árdua conservar amizades. Exige uma “manutenção” que até cansa! Quem nunca enfrentou a dificuldade em conseguir uma data na agenda para um encontro com os amigos? Em outros casos, o afastamento é voluntário. Percebemos que é o melhor a fazer, talvez a única solução para uma relação já gasta.

Ultimamente, aprendi a valorizar aqueles que escolheram estar por perto. Não dá para ser um tremendo esforço puxar assunto, manter uma conversa ou marcar um encontro. Precisa ter vontade e disposição de todas as partes para valer a pena. Reciprocidade. Aí sim é verdadeiro. Querer ficar, sem qualquer exigência ou obrigação de se fazer presente.

 

Por Juliana Helpe

 

Gabi e Ju. Ju e Gabi

Nasceram no mesmo país, em estados opostos. Cresceram na mesma cidade, em bairros vizinhos. Estudaram jornalismo, em universidades concorrentes. Fizeram estágio na mesma empresa, em unidades distantes.

Trombaram-se e os destinos cruzaram.

Compartilharam trabalho, almoços, cafés e brigadeiros. Dividiram cervejas, histórias e decepções. Experimentaram doses de jagger, comidas exóticas e lugares inéditos. Torraram no sol e se molharam na chuva. Contaram sonhos, medos e até segredos. A amizade cresceu.

Uma mostrou como as coisas poderiam ser fora da zona de conforto, apresentou o Iorc e o Mike, Magic Mike. A outra explicou que é possível confiar nas pessoas, abriu as portas de casa e convenceu que Bieber pode até ser legal. Fizeram mapa astral, analisaram as constelações e jogaram tarô. Até que a dúvida bateu: o que fazer agora? Viajar? Escrever? Fotografar? Vender miçangas? Perseguir o sol? Ser engolidas pelas ondas do mar? Viver parecia a única opção.

Ninguém sabe ainda no que vai dar. Nem elas sabem se vão chegar lá (nem onde exatamente é “lá”). Planos, metas, objetivos… Um pouco de tudo, um monte de nada. O Meraki é isso. Uma mistura de amor, carinho e alma. Pelo menos estão juntas. E você? Vem com a gente?

Por Gabriela Leocádio