A opção de estar presente

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Foto: Pixabay

É estranho pensar que já convivemos com pessoas com as quais tivemos intimidade, compartilhamos momentos, confidenciamos segredos e, por caminhos do destino, nos distanciamos. Vivi tantas histórias boas com grandes amigos e hoje eles são só contatos no Facebook.

Não me eximo da culpa do afastamento: tenho a minha parcela de responsabilidade. Os laços se afrouxam, a correria do dia a dia atrapalha e, quando nos damos conta, não estamos mais presentes na vida um do outro. Só o que fica são as memórias…

Às vezes, me parece uma tarefa tão árdua conservar amizades. Exige uma “manutenção” que até cansa! Quem nunca enfrentou a dificuldade em conseguir uma data na agenda para um encontro com os amigos? Em outros casos, o afastamento é voluntário. Percebemos que é o melhor a fazer, talvez a única solução para uma relação já gasta.

Ultimamente, aprendi a valorizar aqueles que escolheram estar por perto. Não dá para ser um tremendo esforço puxar assunto, manter uma conversa ou marcar um encontro. Precisa ter vontade e disposição de todas as partes para valer a pena. Reciprocidade. Aí sim é verdadeiro. Querer ficar, sem qualquer exigência ou obrigação de se fazer presente.

 

Por Juliana Helpe